sexta-feira, 19 de junho de 2009

História de uma gata


Minha família e meus amigos mais próximos sabem que eu tenho o seguinte defeito: demorar para fazer um desenho que eles me pediram ou começar a fazer o desenho, mas parar na metade e só continuar dias depois. A desculpa está (momento clichê) na agenda lotada de compromissos e na prioridade que preciso dar a outros desenhos (os que são pagos ou determinados por contratos).

O fato é que minha irmã me pediu para fazer o desenho de sua gata de estimação, há não sei quantos meses. A gata já morreu (!) e só essa semana eu entreguei o desenho finalizado. Detalhe: só não entreguei antes porque larguei o desenho pela metade. Olha que faltava desenhar apenas a cauda da gata! Ai... ai... Episódios absurdos da minha vida...

O nome da gata era Scarlet e só ficou na casa de minha mãe porque foi o único filhote que ninguém quis levar. Todos os gatos que nasceram eram lindos, peludos e fortes, pareciam de raça. Scarlet era a mais fraquinha. Minha mãe a chamava de Pocarropa, pois ela quase não tinha pelos. Além disso, a cauda só ficava de um lado e a ponta parecia quebrada. Era uma gata humilde, que só ficou bonitinha ao crescer. É uma pena que se foi... eu gostava muito dela!

Às vezes prefiro gatos a cachorros, por serem mais quietos. Gato só sabe comer, dormir e enfeitar o sofá. Gosto muito do jeito brincalhão e bagunceiro dos cães, mas nas horas de sossego, os gatos são os melhores companheiros. E possuem olhos misteriosos que parecem expressar uma mistura de irritação, tédio, calma, curiosidade, entre outros sentimentos indefiníveis. Enfim, são ótimos para desenhar!
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