sábado, 10 de outubro de 2009

FIQ 2009: quarto dia

Mais compras de quadrinhos (recheados de autógrafos!)

Para mim, foi o melhor dia! Cheguei às 15h00 no Palácio das Artes e fui conferir o bate-papo com o João Marcos, autor de Mendelévio. Sem querer, acompanhei por um tempo as histórias que chegaram em minha casa, através do jornal Hoje em Dia. Eram histórias de dois irmãos que viviam brigando, apesar de gostarem muito um do outro. Me identifiquei, assim como, provavelmente, aconteceu com muitas pessoas. Eram as histórias cativantes dos irmãos Mendelévio e Telúria, parecidos com os irmãos de muita gente.

Me emocionei ao ouvir o João Marcos contar, com tanto entusiasmo, os causos que o inspirou a criar os personagens. A Telúria é baseada em sua irmã, mas o autor também já se baseou em sua esposa.

João Marcos também é o roteirista de algumas histórias do Maurício de Souza, desde fevereiro deste ano. Gostei das informações que passou ao público. Ele contou que o Maurício de Souza classifica os roteiros que recebe em três tipos: regular, bom e ótimo. A última classificação proporciona uma remuneração melhor ao escritor do roteiro. Maurício de Souza analisa todos os roteiros que recebe e depois, mesmo que aprove ou reprove, encaminha-os, por e-mail, para todos os outros roteiristas que também enviaram alguma idéia. O roteiro, então, leva quatro meses para chegar às bancas. Segundo João Marcos, o texto para as histórias do Chico Bento é o mais difícil de ser escrito. Apesar de ser em caipirês, Maurício sempre faz alguma intervenção.

Bate-papo com João Marcos

Depois do bate-papo com o João Marcos, circulei mais um pouco pelas exposições até as 16h00, horário do início da oficina com a roteirista espanhola Teresa Valero. Para contar como foi, prefiro escrever uma postagem especial, pois a oficina foi fantástica! Excelente! Muito boa! Aguardem!

Enquanto esperava pelo início da oficina, fiquei conversando, no espaço do café, com Érico Assis, colunista do site Omelete e tradutor de alguns livros como Retalhos (de Craig Thompson) e Umbigo sem Fundo (de Dash Shaw). De repente, ele notou que três artistas estavam sem lugar para tomar o capuccino que haviam acabado de comprar: Ivan Brandom, Becky Cloonan e Lolo Vasilis, que vieram se sentar conosco. Momento legal! Érico perguntou se haviam experimentado o famoso pão-de-queijo de Minas. E eu perguntei se experimentaram a Caipirinha. A Becky reconheceu, com um sorriso malicioso, a palavra “caipirinha”...

Momento relax! Da esquerda para a direita: Ivan Brandom, Becky Cloonan e Vasilis Lolos

Um segundo momento cool aconteceu. Vi Craig Thompson e sua namorada, Sierra Hahn, caminharem para a sala de exposição de 70 anos do Batman. Mais uma vez, eu estava sem meu exemplar do livro Retalhos, mas mesmo assim, decidi pedir meu autógrafo. Inspirado na exposição, ele me deu um autógrafo completamente diferente dos que vi ele distribuir pelo FIQ. Confiram:

Consegui o autógrafo do cara!!! Ele deve ter feito o desenho do Batman porque pensou que eu nem conhecia sua obra. Quando ele me perguntou o que eu queria que ele desenhasse, eu podia ter respondido “Blankets!”, em vez de “anything”... hehehe! Mas gostei!

Depois da oficina de Teresa Valero, fui para a tenda Eugênio Colonnesse, conferir os lançamentos e comprar mais quadrinhos. A oficina terminou bem depois do horário previsto e, por isso, decidi não conferir o bate-papo com o jornalista Paulo Ramos (do Blog dos Quadrinhos), apesar de a intenção ter sido contrária antes de minha chegada no FIQ.

Paulo Ramos (no centro)

Segui um som de gaita e, automaticamente, pensei: “Já sei, é o Bira!”. Em todo lugar que vai, Bira Dantas leva sua gaita. Pelas fotos, é possível perceber que ele estava bem à vontade no estande do Quarto Mundo. Aproveitei a música para ir ao estande do Café Nanquim para comprar a segunda edição de Almanaque Gótico, antes do lançamento, programado para o quinto dia. Ganhei autógrafo de Rafael Abel (que me confundiu com o Eric do desenho Caverna do Dragão) e do Felipe Cazelli (que ficou repetindo suas piadas).

Bira e sua gaita

Em seguida, encontrei a maioria dos professores da Casa dos Quadrinhos, com quem fiquei conversando por um tempo. Os alunos da Casa estavam lançando o álbum Talismã (Lineart Studio), que reúne muitas histórias, a maioria com roteiro de Erick Azevedo. Comprei um exemplar e colhi autógrafos da maioria dos envolvidos.

Depois disso, resolvi ir para casa. Mas, antes de sair, encontrei a Samanta Floor, autora de Toscomics, que também estava presente na oficina de Teresa Valero. Rolou um autógrafo, é claro. Muito legal!
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