segunda-feira, 29 de junho de 2009

Charges sobre a morte de Michael Jackson

Perguntaram minha opinião sobre o comentário do anônimo que não viu “muita graça” na charge que fiz sobre Michael Jackson. (Re)Veja aqui. Resposta: Achei normal! Por dois motivos:

Primeiro, porque é impossível agradar a todos. Sempre terá uma pessoa que não vai gostar de um filme, de uma comida, de uma história ou de uma piada. Ou que simplesmente não entenderá o conteúdo de um desenho. Artistas, se querem mesmo ser artistas, precisam se preparar para receber vaias também. Sofia Coppola, por exemplo, já recebeu vaias em Cannes.

Segundo, porque usei a imagem de um homem que é ídolo de várias pessoas no mundo e que acabou de falecer. Sempre rimos das piadas que faziam sobre sua aparência. Agora, muitos acham que o correto é não rir, pois o momento é de respeito à dor dos fãs. Eu também gostava muito do cara e admiro muito toda a sua genialidade musical e generosidade com a população da África! A piada que fiz não é só sobre sua morte, mas também sobre seu rosto, que há muito tempo se aproximava da aparência dos figurantes do clipe “Thriller” (desculpem-me a sinceridade...). Trata-se de piadinha pronta, semelhante à que fazem sobre a velocidade de Rubens Barrichello ou sobre os trejeitos de Clodovil Hernandes.

Quando fiz a charge, tinha a consciência de que pedras seriam atiradas. Eu esperava receber um monte de comentários (com muitas críticas), mas só recebi um. Quem comentou preferiu não revelar o nome, mas foi sincero ao dizer o que pensava. Adorei! Em certos momentos, prefiro a sinceridade de um anônimo à moderação de um conhecido que, só para não me magoar, prefere mentir.

O fato é que não fui o único a produzir uma charge sobre o óbito de Michael Jackson. Os leitores do meu blog até foram muito bonzinhos comigo... Em outros blogs choveram críticas e mais críticas nos comentários. Segue a lista de alguns links com xingatórios e muita polêmica (quem mandou mexer com celebridade?):

Blog dos Quadrinhos
O jornalista Paulo Ramos elegeu uma charge como a melhor. Reparem nos comentários a ira de alguns leitores.

Nadaver
São cinco charges, eu acho. Também não foram bem recebidas por todos os leitores.

Poesia de Tom Zé em homenagem a Michael Jackson
Não são apenas os chargistas que mencionam um fato que marcou a vida de Michael Jackson, queira os fãs ou não.

Political Cartoons
Esse site é perfeito, pois reúne diversos tipos de charges produzidas por artistas do mundo inteiro. Tem charges comportadas e polêmicas. Separei algumas:
Frederick Deligne
John Darkow
Brian Fairrington
Taylor Jones

Coluna do Regis Tadeu, no Yahoo
Esse foi muito xingado, pelo jeito.

E chega desse assunto! Peço desculpas por qualquer ofensa e... deixem o astro descansar em paz!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

sexta-feira, 19 de junho de 2009

História de uma gata


Minha família e meus amigos mais próximos sabem que eu tenho o seguinte defeito: demorar para fazer um desenho que eles me pediram ou começar a fazer o desenho, mas parar na metade e só continuar dias depois. A desculpa está (momento clichê) na agenda lotada de compromissos e na prioridade que preciso dar a outros desenhos (os que são pagos ou determinados por contratos).

O fato é que minha irmã me pediu para fazer o desenho de sua gata de estimação, há não sei quantos meses. A gata já morreu (!) e só essa semana eu entreguei o desenho finalizado. Detalhe: só não entreguei antes porque larguei o desenho pela metade. Olha que faltava desenhar apenas a cauda da gata! Ai... ai... Episódios absurdos da minha vida...

O nome da gata era Scarlet e só ficou na casa de minha mãe porque foi o único filhote que ninguém quis levar. Todos os gatos que nasceram eram lindos, peludos e fortes, pareciam de raça. Scarlet era a mais fraquinha. Minha mãe a chamava de Pocarropa, pois ela quase não tinha pelos. Além disso, a cauda só ficava de um lado e a ponta parecia quebrada. Era uma gata humilde, que só ficou bonitinha ao crescer. É uma pena que se foi... eu gostava muito dela!

Às vezes prefiro gatos a cachorros, por serem mais quietos. Gato só sabe comer, dormir e enfeitar o sofá. Gosto muito do jeito brincalhão e bagunceiro dos cães, mas nas horas de sossego, os gatos são os melhores companheiros. E possuem olhos misteriosos que parecem expressar uma mistura de irritação, tédio, calma, curiosidade, entre outros sentimentos indefiníveis. Enfim, são ótimos para desenhar!

A ciberditadura nas empresas

Em muitas empresas, impera uma política de bloqueio a alguns sites, na intenção de impedir que seus funcionários desperdicem horas de trabalho na internet. A intenção, inicialmente, é válida, pois algumas pessoas realmente não têm juízo e, em vez de trabalhar, passam horas em MSN, Youtube, Orkut e até sites de pornografia. Impedir o acesso a algumas páginas é uma estratégia de defesa e representa um direito das empresas, sempre temerosas por vazamento de informação. A melhor alternativa, nesse caso, seria deixar as tarefas pessoais para serem realizadas na internet de casa, e não no local de trabalho.

Mas é importantíssimo que a empresa consulte seus funcionários ou, pelo menos, explique o que pode e o que não pode ser feito, com relação ao uso da internet. Ou então, tire logo o acesso à informação via web, causando a ira de todos os funcionários e implantando de vez esse regresso disfarçado à época da censura e da ditadura no país, em plena época de inclusão digital.

Pesquisas já apontaram que as pessoas que navegam dentro de um limite de menos de 20% do tempo de trabalho são mais produtivas e concentradas, rendendo cerca de 10% a mais em relação àquelas que não têm contato com a internet. Isso é sério! Pode ler aqui. Eu, por exemplo, preciso de um tempo para relaxar e depois voltar à labuta. Trabalho com ilustração, preciso ser criativo e, portanto, preciso ver coisas, nem que seja pela janela do computador. Forçaria a barra ser criativo se só pudesse ficar sentado na frente de um computador sem internet, trancado num escritório, com espaço apenas para cafezinho e banheiro (não que seja impossível ser criativo num ambiente assim...). No Brasil, 64% dos trabalhadores preferem abrir mão do intervalo para o cafezinho e ficar mais tempo na internet. Esse dado também é sério, leia aqui. Ninguém consegue trabalhar direto, sem uma pausa, sem respirar!

Para quem utiliza programas de ilustração digital, a internet é um ótimo caminho para esclarecer possíveis dúvidas, pois existem muitos tutoriais bons, geralmente em blogs, que contribuem para o aprimoramento do trabalho. Quem desenha, sabe que, às vezes, precisa consultar imagens de referência no Google, pois ninguém decora a quantidade de teclas de um piano ou quantas janelas um Airbus possui. Outros profissionais também têm motivos (profissionais!) para acessar a internet. O problema da restrição à internet, no ambiente de trabalho, é que ela ocorre tanto para funcionários disciplinados quanto para aqueles que abusam. Ou seja, não importa se você é bom funcionário ou não. A empresa sempre quer o total controle, até na escolha de seus futuros funcionários, que têm a vida inteira pesquisada na web, antes mesmo de serem contratados.

Resolvi escrever esse texto porque algumas empresas estão ultrapassando os limites. A começar pelo fato de a restrição nem sempre ser vigente nos computadores dos chefes, que podem acessar QUALQUER site. MSN, Twitter e Orkut não me interessam e, talvez por isso, não escrevi antes. Mas peraí... bloquear blogs?! Como assim? O número de blogs vem aumentando bastante devido à facilidade de sua utilização. Como legítimo recente blogueiro, considero que somente empresas desconectadas do mundo ainda não possuem um blog. Dá para acreditar que algumas chegam a bloqueá-los?! É rede social sim, mas blog é uma ferramenta que pode ser usada para inúmeros outros fins. Proibir blogs é indício de ditadura! Não pretendo discutir as vantagens de um blog, pois tornaria esta postagem maior que já está. Aliás, acho melhor encerrar por aqui.

Depois de ler este texto um tanto quanto polêmico, algumas pessoas podem até considerar que minha cabeça pode entrar em jogo na empresa onde trabalho, pois esta também impõe suas restrições e, aqui, defendo uma opinião controversa sobre tais regras. Pensem o que quiser. O fato é que sempre, na História da humanidade, arrumam um jeito de calar primeiro as vozes pensantes que podem influenciar um grupo a iniciar revoluções (ou novas soluções, dependendo do ponto de vista). Vozes só se calam em situações de censura, concordam? Ou agora serei proibido de dizer o que penso até no MEU blog?

Abaixo, sugiro dois links interessantes que também abordam o tema.

Para ler sobre os direitos da empresa, clique aqui.

E para ler a opinião de um chefe e de dois funcionários, clique aqui.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Um poema e suas imagens

Nunca fui fã do ato de se ilustrar um poema, pois sempre acreditei que a beleza da leitura desse gênero de texto encontra-se na sua potencialidade de permitir ao leitor que se forme uma imagem a partir de sua interpretação. Portanto, publicar um poema ilustrado é, na minha opinião, privar o leitor do maior prazer que um poema pode oferecer. Todo poema já costuma ser visual e, por isso, dispensa ilustração que não seja a do próprio leitor.

A ilustração é a releitura de todo texto que pretende ilustrar, portanto influencia na sua interpretação. Um poema, acompanhado de ilustração, não impede o leitor de construir mentalmente uma imagem, na medida em que lê seus versos, mas antecipa um resultado que se obteria somente após sua leitura.

Leitura é algo subjetivo, portanto cada um tem o direito de visualizar o que quiser. Se o poema cita uma casa, é importante que cada leitor imagine a casa que melhor lhe satisfaça. É por isso que não se vê livros de poemas que são ilustrados! Algum editor já havia percebido isso há mais tempo que eu.

Tentando me contrariar, ao ler o poema “Tecendo a manhã”, de João Cabral de Melo Neto, me senti incentivado a criar um desenho, de tão forte que foi o impacto da visualização da cena que oferece. Não pude me conter. Mas, depois de pronto o desenho, sou obrigado a reconhecer que nenhuma ilustração conseguirá ser mais bonita que os versos do poema.

Realmente, nem sempre uma imagem vale mais que mil palavras...




Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

2.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

(João Cabral de Melo Neto, Antologia Poética, José Olympio Editora, 1986.)

Detalhe importante: eu NÃO sou atleticano, pelo amor de Deus!!! :-)

domingo, 7 de junho de 2009

Também sou Apaixonado por Quadrinhos

A Associação Cultural Nação HQ fará parte das comemorações do centenário da Academia Mineira de Letras, com o projeto Apaixonados por Quadrinhos, nos dias 9 e 10 de junho. O evento será realizado na sede da Academia (Rua da Bahia, 1466, Centro), onde será ministrada uma aula expositiva gratuita com o prof. João Marcos Parreira Mendonça (autor do livro Traça Traço, Quadro a Quadro), com apoio do prof. Richardson Santos (autor do site www.nanquim.com.br) e a entrega do Troféu Lor, além de um encontro de artistas no restaurante Alphino. Imperdível!

Qualquer um que se considere apaixonado por Quadrinhos pode participar, enviando sua contribuição para editor@quadrinho.com. Vale todo tipo de material: depoimento, poema, vídeo, desenho, roteiro, charge e cartum!

Eu não quis ficar de fora e enviei a ilustração desta postagem. Participe também!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tive de postar isso!

Descobri onde os operadores de telemarketing aprenderam a usar o gerúndio. Foi no site da Academia Mineira de Letras.

Site acessado em 5/6/2009.

Não consegui resistir. Eu tive de postar isso!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Eric Singer

Dando continuidade à missão de enumerar os famosos que carregam meu nome, apresento o segundo homônimo a aparecer neste blog. Ele é do cenário musical!

Eric Singer (ou Eric Doyle Mensinger) é o baterista da banda KISS, mas já tocou também em outras bandas, como Black Sabbath e Alice Cooper. O cara é fera!

Para homenageá-lo, fiz esta caricatura e enviei para seu e-mail, através do site oficial. Não sei que repercussão terá, nem pensei nisso antes de enviar. Fiquei com vontade de enviar e fiz. Seria legal chegar até ele!