sábado, 31 de outubro de 2009

Um abraço para as bruxas

Para não deixar a data do Halloween passar despercebida, fiz um desenho simples, parecido com aquelas ilustrações de antigos fanzines de contos de terror.


Aproveito a oportunidade para mandar um abraço a todas as bruxas que conheço. Hehehe :D

Curiosidade:
Sabiam que hoje também é o Dia da Dona de Casa? Congratulations!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Promoção Subversos

Galera, completem a frase "E se eu desse...?" e concorram a seis revistas nacionais de quadrinhos!!

Para saber como participar e outros detalhes sobre a promoção, visitem o blog da Revista Subversos!

Boa sorte!

Uma foto e dois personagens no 20º Amadora BD

Começou, no dia 23/10, o 20º Amadora BD, festival internacional de quadrinhos que acontece na cidade de Amadora, Portugal, e vai até o dia 08/11. Um dia, planejarei uma viagem a um festival assim... Como eu adoraria estar lá!

Visitei o blog de Nuno "Bongop" Amado e me deparei com uma foto curiosa, onde ele circulou o personagem que criou no site do Festival. Como prometido, todos os personagens que foram criados pelos visitantes estão em exposição no primeiro piso do Forum Luís de Camões, local de realização do evento. O que me chamou a atenção na foto foi o fato de ser o meu personagem que aparece no canto superior esquerdo. Não é o máximo?! Cliquem aqui e confiram: é o meu personagem! :D

O personagem de Nuno está circulado de vermelho. O meu está separado pelo contorno azul, na foto logo abaixo.
Caramba! Agora posso dizer que vi meu personagem na exposição do Amadora BD! Hehehe! O Nuno me contou, por e-mail, que, na foto, também está o personagem de outro blogueiro. Uau! Essas coincidências estão me deixando louco!

Eu gostaria de agradecer ao Nuno, que gentilmente respondeu ao meu e-mail e permitiu que eu usasse a foto de seu blog (leiam o comentário que ele deixou aqui). Aliás, faço um convite aos visitantes deste blog para visitar o “Leituras de BD”, onde Nuno expõe sua opinião sobre vários álbuns de quadrinhos que circulam pela Europa. Muito bom o blog dele!

Grande abraço, Nuno Bongop!

domingo, 25 de outubro de 2009

Jack Sparrow

Captain! Captain Jack Sparrow, please!

Técnica: lápis 2B, aquarela e photoshop

Acho que poderia ficar um pouquinho mais parecido com Johnny Depp, mas gostei mesmo assim...


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Corujas e ornitorrincos... coincidências!

Tenho uma amiga, professora, que sempre carrega um chaveiro por onde anda. O chaveiro é um bichinho de pelúcia que poucas pessoas conhecem: um ornitorrinco. Uma vez, dei-lhe um desenho, mas ela perdeu. Por isso, resolvi fazer outro (este logo abaixo). Desenhei como se fosse um pato da Disney! Fazia tempo que eu devia um segundo desenho para ela...


O mais interessante é que, recentemente, descobri o Platypus Project, cujo objetivo é reunir, num blog, 100 desenhos de ornitorrincos, apenas por diversão! Que coincidência, não? O blog se chama Cafofo dos Ornitorrincos e já enviei minha doação para seus organizadores.

Como se não bastasse a incrível coincidência, ontem encontrei minha irmã, que me presenteou com uma coruja de pelúcia (!). Ela sabe que eu gosto de corujas e, por isso, decidiu comprar. Minha irmã se chama Paula, mesmo nome da professora que gosta de ornitorrinco. Mais uma coincidência! Achei o presente muito gay (ela também achou, hahaha!), mas... tudo bem! Dizem que ganhar coruja traz sorte! Valeu, maninha! Adorei!

E é gostoso apertar a corujinha!... :D

Um dia, farei desenhos de corujas, mas, por enquanto, seguem mais alguns de ornitorrincos que fiz no meu bloco de rabiscos. Um abraço, galera!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Só para relaxar (mais uma vez... por quê?)

Algum problema?!
Hoje é sexta-feira! O que é que tem?
>:-P

Só no lápis 6B...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

De um livro por aí...

Mais um episódio da minha vida daqueles que eu costumo chamar de bizarro!

Fiz essas ilustrações, há um tempo, para um livro que nem tive a chance de tocar depois de pronto. Sei que ficou pronto, mas não vi na minha frente. Aconteceu... São ilustrações para um dos volumes do livro “Trabalhando a Língua Portuguesa”, de Leandra Mª. G. Teixeira Ferreira. Gostei muito do trabalho, apesar de não vê-lo impresso.








quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tema fantasia

Depois de tantas postagens sobre o FIQ, este blog precisava voltar ao seu propósito inicial. Por isso, segue uma aquarela que fiz só para relaxar.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

FIQ - Considerações finais

Esta, na minha opinião, foi a melhor edição do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos). Melhor lugar de realização, muitos artistas aparecendo, maior número de lançamentos de quadrinhos, maior interação entre autores e público, interessantes mesas de discussão... tudo muito bom! Quem acompanha este blog desde o início, sabe que eu esperava ansiosamente pela realização do FIQ.

É interessante como o clima do FIQ é absurdamente descontraído e amigável! Até minha esposa percebeu como é gostoso estar no FIQ! Quando ela comentou comigo, eu ainda pensava que só eu tinha essa sensação. Adorei estar entre pessoas que pensam e respiram arte, quadrinhos, roteiros, histórias e humor. Quem vai ao FIQ, vai por paixão! A mesma paixão que uniu todos os artistas e visitantes presentes!

Só faltaram as editoras. Cadê as editoras? Era a pergunta que todos faziam. Só Companhia das Letras e Panini compareceram. Mesmo assim, a Panini deu atenção somente para Turma da Mônica, mais nada! Melhor para as publicações independentes, que foram maioria no evento.

Que venha a próxima edição do FIQ, em 2011.
Será que não tem como adiantar para 2010, não?... :-)

FIQ - Como foi a oficina de Teresa Valero

Para encerrar minha espécie de cobertura (bem subjetiva) do FIQ, contarei como foi a oficina com Teresa Valero, cujo tema foi: “Do texto às imagens” e “Como apresentar o seu projeto de quadrinhos para uma editora”. Aconteceu no dia 9, na sexta-feira, com atraso de uma hora. Mas não reclamo. Se não fosse pelo atraso, eu não teria a sorte de dividir a mesa do café com nenhum artista.

Enquanto não arrumavam uma sala onde a oficina pudesse acontecer, Teresa Valero esperava, conversando com sua intérprete. Seu marido, Juan Díaz Canales, já estava em outra sala, onde ministrava outra oficina, cujo tema foi “A Construção de um Roteiro” e “Quadrinhos Realista x Comédia e Humor”.

Teresa Valero (à esquerda) esperava por uma sala para começar sua oficina. Enquanto isso, os participantes também aguardavam ansiosamente...

Para quem não conhece, Teresa Valero é uma roteirista espanhola que criou, em 1966, junto com o marido, o estúdio de animação Tridente Animation. Ela é também professora de storyboard na Universidade de Madrid Sorcellerie. Seu primeiro álbum foi ilustrado pelo desenhista da série Blacksad, Juanjo Guarnido.

Na oficina, ela apresentou o projeto de seu novo trabalho, chamado Curiosity Shop, ilustrado pela desenhista Montserrat Martin. Trata-se de um álbum, que possivelmente será publicado na França. O projeto foi apresentado, na oficina, através de projeções de suas páginas pelo computador, mas também estava presente (na forma impressa) e circulou pelas mãos dos participantes.

Logo no início, foi possível perceber que o tema seria voltado para o mercado editorial francês, realidade que Teresa mais conhece. Mas, a maioria das ideias sugeridas por ela se adapta para o mercado brasileiro. Aqui, também pode ser entregue a uma editora tudo que é feito para apresentar um trabalho que se quer publicar na França. O projeto de Curiosity Shop foi enviado para a Dargaud Editora, em formato pdf, com sinopse da história, número de páginas previsto, público-alvo, descrição dos personagens e amostra de algumas páginas finalizadas. Ela ressaltou que projetos como esse devem ter muitos desenhos, já que almejam um produto extremamente visual.

O mais curioso da oficina foram as informações trazidas por Teresa sobre o mercado francês. Ela disse que uma banda desenhada costuma ter entre 42 (se a obra é infantil) e 44 páginas (para obras adultas). Editoras só costumam aceitar 54 páginas se o tema da história é mais complexo e se o autor é consagrado.

As obras costumam ser divididas em tomos. Inicialmente, se a obra e os autores são desconhecidos, as editoras planejam três tomos. Mas podem publicar mais tomos se a obra vender satisfatoriamente. Disse que é comum editoras francesas cancelarem um trabalho. A editora Soleil é a que mais faz isso. É a editora que publica mais títulos, mas todos os leitores que conhecem a editora temem acompanhá-los, pois não têm garantia de que serão continuados.

Teresa disse que é inviável publicar na Espanha. Até as editoras espanholas preferem publicar os livros das francesas. Enquanto editoras espanholas pagam 7 euros por página roteirizada e desenhada para um quadrinista espanhol, as francesas pagam, por página, 70 euros para roteirista e 150 para desenhistas. Esses valores podem ser maiores conforme o nome dos artistas. Os artistas só recebem royalties de suas obras depois de 15 mil exemplares vendidos. Na Espanha, as tiragens costumam ser bem menores, não ultrapassando a quantidade de dois mil exemplares.

Teresa anotou, no quadro branco, o nome de algumas editoras francesas e disse que todas podem ser encontradas no fórum Artbox (em espanhol), inclusive com a tabela de preços por páginas estabelecidas por cada uma. O fórum é muito bom!

Nos minutos finais, Teresa fez comentários breves sobre alguns tópicos da apostila que entregou no início da oficina. A apostila contém esquemas sobre a produção de um roteiro. A aula foi recheada de perguntas. Ninguém queria ir embora de tão interessante que estava! Gosto muito de sair com a sensação de que aprendi ou descobri coisas novas. Eu aproveitei muito!

domingo, 11 de outubro de 2009

FIQ 2009: quinto dia

Preparem-se. Esta deve ser a postagem mais longa do blog! E pode ter erros de português também, depois corrijo (cara-de-pau a minha, né?!).

Saí de casa com minha esposa com a intenção de acompanhar exclusivamente as mesas de bate-papo programadas para o sábado. Infelizmente, perdi as mesas do Rafael Grampá (autor de Mesmo Delivery) e de colorização. Mas, em compensação, nos divertimos com a mesa de Guy Delisle, o bate-papo sobre “scans e internet” e, por último, a mesa com Craig Thompson (autor de Retalhos).

É claro que entre uma mesa e outra, deixei minha esposa ver as exposições e os estandes, sempre apresentando para ela os artistas que circulavam pelo local. Muito massa!.

A mesa com o canadense Guy Delisle serviu para apresentar o autor, suas obras e um pouco de sua vida. Ele trabalhou primeiro com animações, para depois adentrar no mundo dos quadrinhos. Isso explica, por exemplo, porque seus quadrinhos lembram storyboards. A semelhança é intencional, já que procurou atender ao pedido de algumas editoras. No bate-papo, ele comentou sobre algumas de suas obras, sempre mostrando as fotos que usou como referência e as transformações que as capas de seus livros sofreram quando publicados em outros países. Pyongyang, por exemplo, teve sua capa bastante alterada na Noruega, pois os editores não queriam que a obra parecesse de quadrinhos (!).


Interessante também foi a explicação que Guy Delisle deu sobre a escolha da representação da estátua de Kim Il-Sung, fundador da Coréia do Norte comunista. Ele disse que poderia ter desenhado a estátua inteira na página. Mas preferiu dividi-la em três quadros, sendo que o primeiro exibe os pés da estátua, o segundo o torso e somente o último exibe a cabeça. Se tivesse feito o desenho de uma página inteira, teria exaltado a grandeza que os coreanos atribuem à estátua. A intenção era mostrar a sensação que um visitante tem ao se deparar com a estátua de 25 metros de altura. Ele disse que, ao chegar no aeroporto de Pyongyang, todos os passageiros do avião recebem flores. Mas, estas são para serem colocadas aos pés da estátua! Interessante, não? Guy Delisle utilizou seu site para ilustrar todos os assuntos que abordou durante o bate-papo. Recomendo a visita, principalmente, da seção extraits do livro Aline.

Na mesa, estavam o intérprete (não sei o nome dele) e o jornalista (qual o nome dele também?). Me impressionou a falta de uma pesquisa sobre o autor, por parte do intérprete. Ele não conhecia seus livros, senão teria traduzido Chroniques Birmanes para Crônicas Birmanesas antes que o jornalista tivesse de mostrar-lhe o livro. Aliás, até o jornalista vacilou um pouco, na minha opinião. Ele perguntou duas vezes se o autor tinha uma intenção jornalística ao produzir seus livros, sendo que Guy Delisle já tinha respondido “não” para a primeira vez em que foi questionado. Acho que o jornalista estava nervoso...

Tá bom, eu sei, essa foto ficou péssima...

A segunda mesa tinha um tema polêmico: “Scans e Internet: Impacto e Experiências”. Todos os participantes da mesa são contra os scans: Amauri de Paula (do site Quadrinho.com), Joe Prado (desenhista da DC) e Sidney Gusman (do site Universo HQ). O bate-papo foi bem humorado e encheu o teatro João Ceschiatti.

Para quem não sabe, scans é como se chamam as revistas e livros de quadrinhos que são escaneados e disponibilizados na internet, para download. Isso é pirataria, do mesmo modo como é feito com música e filmes. Existem muitos sites especializados em scans, que só não são fechados, segundo Sidney, porque as editoras são “bundonas” e não correm atrás de quem pratica a pirataria. Sidney também trabalha para o Maurício de Souza e disse que o pai da Mônica é o único, no Brasil, que consegue lutar contra a pirataria de seus quadrinhos na internet. Ele citou a Máquina de Quadrinhos, site que disponibiliza pacotes de imagens para montagem de histórias em quadrinhos da Turma da Mônica. Segundo ele, foi uma forma de se pensar num produto para a internet, que funcionou tão bem a ponto de Maurício de Souza já ter contratado duas pessoas para trabalhar como roteirista de seu estúdio.

Algumas pessoas da platéia deram sugestões de combate à pirataria. Nem todas as sugestões foram boas, mas algumas poderiam ser consideradas pelas editoras de quadrinhos do país.


O terceiro bate-papo era o mais esperado de todo o FIQ e, por isso, lotou o teatro. Até outros artistas estavam presentes: eu vi Rafael Grampá, João Marcos e Becky Cloonan, mas devia ter mais. Desnecessário dizer que Caig Thompson foi a grande sensação desta edição do FIQ. Quem leu as postagens anteriores deste blog sabe que até eu fiz tietagem em cima do cara. Eu não fui o único!

Na mesa, estavam Craig Thompson (é lógico!), o intérprete (sorry, não sei seu nome) e Bira Dantas (ô cara sortudo!). Bira abriu o bate-papo, comentando que ficou muito impressionado com o fato de sua filha de 9 anos ter chorado por não poder estar presente. Eu aproveito para fazer uma observação: quando é que as escolas vão perder o preconceito por quadrinhos e adotar Retalhos como livro paradidático? Bira disse que o livro tocou profundamente sua filha e que ele ficou impressionado com a arte-final de Craig Thompson.

Depois que muitas pessoas fizeram perguntas para o autor, eu tive a oportunidade de perguntar sobre o que mais impressionou Bira: a arte-final. Transcrevo minha pergunta, exatamente como a fiz:

“Do mesmo jeito que o Bira, eu também fiquei impressionado com a arte final de Retalhos. Eu gostaria de saber qual é o material que você utiliza. Eu vi em seu site, e também no FIQ, que você utiliza uma espécie de caneta-pincel. Eu quero saber até qual é a marca da caneta (nesse momento, provoquei risos na galera e aplausos do Bira, pois todos gostaram da pergunta). Também gostaria de saber quando seu próximo livro – o Habibi – ficará pronto. Você já tinha uma previsão de conclusão quando começou a prepará-lo?”

Craig respondeu que seu próximo livro ficará pronto dentro de um ano, mas não me respondeu qual é a marca de sua caneta. Ele disse que desenhava, no início de sua carreira, com canetas baratas. Mas depois, pôde comprar canetas mais caras. Disse que a vantagem de se usar canetas mais baratas é a possibilidade de fazer extravagâncias, sem dó. Costuma produzir uma página por dia, começando às 9h00 e terminando Às 17h00, com um intervalo para o almoço. Disse que seu próximo livro terá umas 700 páginas e que 500 já estão prontas. É possível ver algumas páginas do seu próximo livro em seu site e também na exposição do FIQ.


Eu queria perguntar mais coisas, mas não podia, pois muitas pessoas ainda queriam saber outras coisas. Craig disse que sua intenção não era falar de religião em Retalhos e que também não queria extravasar nem se libertar de nada quando produziu o livro. Comentou também sobre a reação de seus pais, que não gostaram do livro e que só o leram depois de seis meses. Foram contra a exposição da família nas páginas do livro. Voltaram a conversar somente durante uma viagem para Chicago. Na conversa, a mãe dizia que ele iria para o inferno Craig disse não acreditar em inferno. A mãe indagou como ele poderia acreditar em paraíso, se não acreditava em inferno. Craig respondeu que também não acreditava em paraíso (risos da platéia). Disse que a mãe ficou triste, deixando-o assim também. Já o irmão gostou muito do livro.

Perguntaram se Caig acredita em Deus. O autor disse imaginar Deus como uma força parecida com a de Star Wars (mais risos da platéia). Eu queria perguntar se ele voltou a encontrar a garota da história depois da publicação do livro, mas não pude. O intermediador anunciou que Carig precisava viajar no outro dia e que a sessão de autógrafos seria realizada no estande da Companhia das Letras. Isso despertou uma corrida para o estande. Eu também estava com o livro e corri, garantindo um dos primeiros lugares da enorme fila que se formou na tenda principal. A fila foi tão grande, que Ivan Brandom e Gabriel Bá resolveram filmar.

Era possível sentar na mesa em que Craig autografava e esperar, enquanto ele fazia o desenho da Raina na primeira página do livro. Eu perguntei se ele se lembrava de mim, do outro dia em que ele desenhou o Batman. Ele se lembrou e disse que foi por causa da ocasião. Bom, pelas fotos, é possível perceber a minha cara de bobo, né? Ganhei o segundo autógrafo do Craig. Dessa vez, foi no livro. Depois disso, o FIQ, para mim, já estava ganho! Esta, sem dúvida, foi a melhor das edições do FIQ!

Craig Thompson, no estande da Companhia das Letras

Eu, feliz! :-)

sábado, 10 de outubro de 2009

FIQ 2009: quarto dia

Mais compras de quadrinhos (recheados de autógrafos!)

Para mim, foi o melhor dia! Cheguei às 15h00 no Palácio das Artes e fui conferir o bate-papo com o João Marcos, autor de Mendelévio. Sem querer, acompanhei por um tempo as histórias que chegaram em minha casa, através do jornal Hoje em Dia. Eram histórias de dois irmãos que viviam brigando, apesar de gostarem muito um do outro. Me identifiquei, assim como, provavelmente, aconteceu com muitas pessoas. Eram as histórias cativantes dos irmãos Mendelévio e Telúria, parecidos com os irmãos de muita gente.

Me emocionei ao ouvir o João Marcos contar, com tanto entusiasmo, os causos que o inspirou a criar os personagens. A Telúria é baseada em sua irmã, mas o autor também já se baseou em sua esposa.

João Marcos também é o roteirista de algumas histórias do Maurício de Souza, desde fevereiro deste ano. Gostei das informações que passou ao público. Ele contou que o Maurício de Souza classifica os roteiros que recebe em três tipos: regular, bom e ótimo. A última classificação proporciona uma remuneração melhor ao escritor do roteiro. Maurício de Souza analisa todos os roteiros que recebe e depois, mesmo que aprove ou reprove, encaminha-os, por e-mail, para todos os outros roteiristas que também enviaram alguma idéia. O roteiro, então, leva quatro meses para chegar às bancas. Segundo João Marcos, o texto para as histórias do Chico Bento é o mais difícil de ser escrito. Apesar de ser em caipirês, Maurício sempre faz alguma intervenção.

Bate-papo com João Marcos

Depois do bate-papo com o João Marcos, circulei mais um pouco pelas exposições até as 16h00, horário do início da oficina com a roteirista espanhola Teresa Valero. Para contar como foi, prefiro escrever uma postagem especial, pois a oficina foi fantástica! Excelente! Muito boa! Aguardem!

Enquanto esperava pelo início da oficina, fiquei conversando, no espaço do café, com Érico Assis, colunista do site Omelete e tradutor de alguns livros como Retalhos (de Craig Thompson) e Umbigo sem Fundo (de Dash Shaw). De repente, ele notou que três artistas estavam sem lugar para tomar o capuccino que haviam acabado de comprar: Ivan Brandom, Becky Cloonan e Lolo Vasilis, que vieram se sentar conosco. Momento legal! Érico perguntou se haviam experimentado o famoso pão-de-queijo de Minas. E eu perguntei se experimentaram a Caipirinha. A Becky reconheceu, com um sorriso malicioso, a palavra “caipirinha”...

Momento relax! Da esquerda para a direita: Ivan Brandom, Becky Cloonan e Vasilis Lolos

Um segundo momento cool aconteceu. Vi Craig Thompson e sua namorada, Sierra Hahn, caminharem para a sala de exposição de 70 anos do Batman. Mais uma vez, eu estava sem meu exemplar do livro Retalhos, mas mesmo assim, decidi pedir meu autógrafo. Inspirado na exposição, ele me deu um autógrafo completamente diferente dos que vi ele distribuir pelo FIQ. Confiram:

Consegui o autógrafo do cara!!! Ele deve ter feito o desenho do Batman porque pensou que eu nem conhecia sua obra. Quando ele me perguntou o que eu queria que ele desenhasse, eu podia ter respondido “Blankets!”, em vez de “anything”... hehehe! Mas gostei!

Depois da oficina de Teresa Valero, fui para a tenda Eugênio Colonnesse, conferir os lançamentos e comprar mais quadrinhos. A oficina terminou bem depois do horário previsto e, por isso, decidi não conferir o bate-papo com o jornalista Paulo Ramos (do Blog dos Quadrinhos), apesar de a intenção ter sido contrária antes de minha chegada no FIQ.

Paulo Ramos (no centro)

Segui um som de gaita e, automaticamente, pensei: “Já sei, é o Bira!”. Em todo lugar que vai, Bira Dantas leva sua gaita. Pelas fotos, é possível perceber que ele estava bem à vontade no estande do Quarto Mundo. Aproveitei a música para ir ao estande do Café Nanquim para comprar a segunda edição de Almanaque Gótico, antes do lançamento, programado para o quinto dia. Ganhei autógrafo de Rafael Abel (que me confundiu com o Eric do desenho Caverna do Dragão) e do Felipe Cazelli (que ficou repetindo suas piadas).

Bira e sua gaita

Em seguida, encontrei a maioria dos professores da Casa dos Quadrinhos, com quem fiquei conversando por um tempo. Os alunos da Casa estavam lançando o álbum Talismã (Lineart Studio), que reúne muitas histórias, a maioria com roteiro de Erick Azevedo. Comprei um exemplar e colhi autógrafos da maioria dos envolvidos.

Depois disso, resolvi ir para casa. Mas, antes de sair, encontrei a Samanta Floor, autora de Toscomics, que também estava presente na oficina de Teresa Valero. Rolou um autógrafo, é claro. Muito legal!

FIQ 2009: segundo e terceiro dias

O segundo dia do FIQ ficou marcado pela chuva violenta que invadiu cada estande do lugar, obrigando que todos recolhessem suas revistas para evitar o prejuízo de tê-las molhadas. Segundo relato das pessoas, parecia que a enorme tenda Eugenio Colonese havia se rasgado, durante o temporal, pois uma “cachoeira” tomou conta do lugar.

Se não fosse pelo bate-papo com Lancast, Rodrigo Rosa e Renato Canini, o segundo dia poderia tornar esta edição do FIQ uma das mais decepcionantes. A necessidade de reorganizar os estandes fez com que o público tivesse acesso à área de vendas dos quadrinhos somente as 18h00 do terceiro dia de realização do evento. Somente as exposições estavam liberadas. Sorte minha que cheguei às 15h40 passei raiva apenas no trânsito, no caminho para o Palácio das Artes.

No terceiro dia, minha intenção era participar da oficina dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, que começaria às 16h00, mas começou quarenta minutos depois! Perdoável! Quem me conhece sabe a admiração que tenho pelos caras. Eles começaram como todo fanzineiro, produzindo e vendendo cópias de seus quadrinhos, em eventos como o FIQ. Hoje, são astros dos quadrinhos, pois publicam e são reconhecidos no exterior, sem a obrigação de aderir ao estilo mais comercial dos super-heróis americanos. Ambos podem, agora, escolher o que desenhar e produzir suas próprias histórias. Eles são inspiração para qualquer pessoa que sonha em viver de quadrinhos.

O tema da oficina foi “Como contar uma história... em quadrinhos”. Os gêmeos reforçaram a ideia que eu mesmo pude abstrair das minhas várias leituras: qualquer história pode ser contada em forma de quadrinhos. O importante não é saber desenhar, mas saber contá-la, pois, segundo eles, desenhar é fácil! No início da oficina, deixaram claro que a aula não seria de desenho (luz e sombra, perspectiva, anatomia etc). Sendo assim, a oficina seguiu com exercícios práticos sobre roteiro. Deram dicas bacanas sobre a relação entre tamanho de um quadro e o tempo em que um leitor fica preso nele. E sobre a quantidade de texto de um balão, que também influenciará no tempo de leitura de cada quadro. Falaram da importância em se destacar uma frase do texto, através do uso de um balão exclusivo, exemplificando com uma passagem da adaptação do álbum Alienista, de Machado de Assis. Pediram aos participantes que produzissem uma HQ de uma página que contasse a história de um telefone que “tocou novamente e quando atendi, não era meu amor”. Bom, contar tudo que aconteceu na oficina resultaria numa postagem muito grande...

Fábio Moon e Gabriel Bá no Teatro João Ceschiaiti.

O revezamento entre eles é interessante! Ora um fala, ora o outro...

Durante a oficina, alguns profissionais ligados à área de HQs entravam no teatro João Ceschiatti, para conferir a aula dos gêmeos: o jornalista e editor Sidney Gusman (do site Universo HQ), Craig Thompson (autor de Retalhos) e Ivan Freitas, que
até participou da oficina como aluno. Entrementes, alguns alunos se esforçavam para mostrar seus talentos. A menina que estava na minha frente fez um desenho maravilhoso dos gêmeos, enquanto eles explicavam suas ideias.

Participar das oficinas que o FIQ oferece nunca foi fácil. Tive muita sorte, pois recebi confirmação de inscrição somente para uma das oficinas: a da Teresa Valero, programada para o quarto dia do FIQ. Mas, muitos que se inscreveram para a oficina dos gêmeos não estavam presentes! E muitos que não estavam na lista dos vinte selecionados estavam na porta, doidos para entrar no teatro. Eu era um deles. Felizmente, pude entrar junto com a galera. Adorei ter participado.

Assim que a oficina acabou, os estandes já estavam liberados para o público, num espaço totalmente redesenhado. A Livraria Leitura parecia menor e o Supermercado Ferraille foi para os fundos.

Fábio Moon e Gabriel Bá já estavam no estande 10 Pãezinhos. Lá, comprei o álbum Pixu e ganhei autógrafos de todos os autores: além dos gêmeos, da italiana Becky Cloonan e do grego Lolo Vasilis.

Fábio e Gabriel autografaram meu exemplar.

Da esquerda para a direita: os três assistentes do estande 10 Pãezinhos, Ivan Brandom (de óculos) e Becky Cloonan (de chapéu). Deu para entender?

Enquanto isso, Craig Thompson andava pelo local. Prometo que ainda ganho um autógrafo dele!

Muitos artistas estavam presentes nesse dia. Encontrei Ivan Freitas, Adão Iturrusgarai, Ciça Fittipaldi, Renato Canini, Bira, Rafael Albuquerque, entre outros. Havia também várias emissoras de TV (Alterosa, PUCTV, MTV etc). Os jornalistas presentes me fizeram rir um bocado, com suas perguntas. Alguns mostraram-se despreparados, pois nem conheciam o trabalho de todos os artistas. Chegaram a me perguntar: “Qual é o nome dele mesmo?”. Incrível! Pude acompanhar a entrevista que Rodney Buchemi (professor da Casa dos Quadrinhos e desenhista do Hércules da Marvel) concedeu a uma das emissoras e me surpreendi com a pergunta: “Você tem algum personagem próprio?”. Será que perguntaram isso para todos os artistas? Imagina perguntar isso para o Adão Iturrusgarai ou para o Ivan Freitas... Hahaha!

Rodney Buchemi (ele já deu aula pra mim!)

Algo que também me surpreendeu foi encontrar a revista Subversos #4 no estande do Quarto Mundo. Eu já estava participando do FIQ e não sabia! A revista está sendo distribuída de graça, galera! Compareçam! Tem uma história minha lá, gente!

Que venha o quarto dia do FIQ!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

FIQ 2009: primeiro dia, primeiras impressões

E primeiras aquisições! O que eu mais queria, nessa edição do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), era adquirir alguns quadrinhos independentes que ainda não haviam chegado por aqui, em Belo Horizonte. Por serem independentes, as revistas possuem uma distribuição precária, custeada pelos próprios autores. E tem muito autor excelente que eu queria prestigiar.
Minhas primeiras aquisições (vou ficar pobre, pois é só o começo!)

Quando cheguei, nem todos os stands estavam prontos. A galera ainda estava ajeitando os banners e nem todas as revistas estavam lá. A banca do Quarto Mundo, por exemplo, só tinha as revistas do Graffiti e do Camiño di Rato. Do lado, estava o stand das Revistas Dependentes (onde adquiri a revista Samba) e, seguindo, estava o 10 Pãezinhos (onde adquiri a revista , de Gustavo Duarte). Na sequência, estava o stand do Café Nanquim, onde tive o prazer de encontrar Fábio Turbay, desenhista de uma história do álbum Capitu (que eu queria adquirir faz tempo) e do álbum Marianinha (que comprarei na próxima visita).

Banca do stand das Revistas Dependentes

Títulos da banca do stand dos 10 Pãezinhos

Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá não estavam lá...




Stand do selo Quadrinho na Cia

Stand do Supermercado Ferraille (pronuncia-se "ferrai"): idéia genial!

Alguém se lembra de quando escrevi uma postagem sobre a edição de 2005 do FIQ? Eu contei que só consegui uma vaga para a oficina de Manfredi porque um dos autores da revista Quase me cedeu seu lugar. Era o Fábio Turbay! Eu consegui reconhecê-lo. Depois de um favorzão desses, não tinha como eu me esquecer do cara! Aliás, fui o primeiro visitante do stand dele. E nem saí tão cedo de casa! Comprei três revistas: Capitu, Almanaque Gótico #1 (voltarei para o lançamento do segundo número) e Gaúcho, de Shimamoto.

Fábio Torbay

Fábio autografou no popô da Capitu!

Depois, para fugir do batalhão de alunos que vieram em excursões escolares, fui para a exposição de 70 anos do Batman e para a exposição dos originais de vários quadrinistas. Deu vontade de ficar o dia inteiro, curtindo os detalhes de cada exposição. Os desenhos de Joe Bennett, a área de mangá, as páginas de Ben Templesmith, tudo! É preciso ver de perto os originais de Craig Thompson, autor de Retalhos, livro que já li e recomendo. Também há páginas de seu próximo livro, ainda em produção. A Quadrinhos na Cia, que é um selo voltado para a área dentro da editora Companhia das Letras, é responsável pela publicação do livro aqui, no Brasil, e também está presente no FIQ, com um stand próprio.

É preciso ver de perto os originais de Craig Thompson

Detalhe do original de Craig Thompson

Batman, no traço de Jim Lee

Batman no traço de Arthur Adams

Além desse desenho de Rafael Grampá, a exposição também tem desenhos de outros brasileiros, tais como Renato Guedes, Eddy Barrows e Joe Bennett.

Bom, posso colocar no blog todas as fotos que tirei somente depois que o evento acabar. Recomendo a visita ao Palácio das Artes para quem quiser conferir as exposições. A escolha do local para a realização do evento foi acertada. Para espairecer e respirar um pouco, basta ir para o Parque Municipal e curtir a paisagem inspiradora.

Pebolim de cartuns

Não vejo a hora de voltar! Restam mais cinco dias para o fim do evento. Que bom!